Links Recíprocos: Pode, Mas Tem Limite!

Um dos caminhos mais fáceis a se seguir para conseguir links é através de links recíprocos, ou troca de links, ou, em inglês, link exchange. Como sabemos, além da linkagem interna, receber links externos, ou seja, de outros domínios (sites/blogs), é importante para um bom posicionamento de sites nas buscas. Mas por que esse método é tão usado? Como funciona? E por que tomar cuidado com links recíprocos?

O que são Links Recíprocos?

Em inglês, são também chamados de reciprocal links, uma tradução exata do termo, links recíprocos consistem de um número de sites que se interlinkam ou um único site que troca links exclusivos com outros sites.

Esquema de Links Recíprocos

O processo para se formarem links recíprocos é muito simples: normalmente o webmaster de site ou blog entra em contato com outro e oferece um link para ele, pedindo em troca um linkback, um link para ele mesmo a partir do site ou blog deste outro webmaster.

Isso costuma funcionar muito bem. Como todos estão interessados em conseguir links, nada mais justo do que uma troca de links, assim, ninguém sai “mais favorecido” que o outro. Os dois ganham links e pronto.

Algum tempo atrás isso fez popularizar os Rings ou anéis/alianças de sites em que todos linkavam um para os outros, normalmente por meio de banners, gifs animadas ou imagem que eram os logos desses sites. Ainda hoje, isso existe e muitos sites e blogs participam de esquemas assim.

Para os mais familiarizados com SEO, isso já acendeu o sinal de alerta, certo?

Links Recíprocos Demais - Tome Cuidado

Para os menos familiarizados com técnicas de otimização de sites, o alerta, aqui, fica por conta do chamado link farm, “fazendinhas de links”. Link farm define um conjunto de sites que linkam um para os outros ou um conjunto de sites que linkam todos para um só site, também chamados de doorway pages. O ponto importante a se observar: Link Farms são punidas pelo Google.

Esquema de Link Farm

Pois bem, recentemente, o Matt Cutts fez uma enfatizada ressalva sobre “evite o uso de links recíprocos” na sua campanha de Link Building. O que para ele representou essa significativa mudança foi a adição do termo “em excesso”, ou excessivamente, ficando então “evite o uso de links recíprocos excessivamente” em sua campanha de Link Building. Isso faz toda a diferença.

Quer dizer então que o uso de links recíprocos para o Link Building do meu blog está liberado? Não! E sim. O que está dito nas guidelines do Google é que é normal que aconteçam links recíprocos na Internet. Sem dúvida, procurando pelo diretório de sites do Google, será encontrado um link para o Yahoo! e, no diretório do Yahoo!, um link para o Google.

A questão é que são links relevantes, que vão realmente ajudar ou completar o processo de informação do visitante do site.

Recentemente, um visitante aqui do Blog do MestreSEO, o Luis, perguntou se haveria uma quantidade de links permitidos por IP em um post meu sobre Link Building. É aqui que entra a questão que você já está se perguntando: quanto é “excessivamente”?

Essa resposta eu vou ficar devendo. O Matt Cutts e o Google acreditam que as pessoas têm a noção do que é excessivo e vão saber quando estiverem próximos do limite.

Valide seus Links Recíprocos

Ainda, o Matt Cutts avisa que um portfolio de links sobrecarregado de links recíprocos acende a luz de alerta no Google. Ou seja, você tem sim o seu limite de links recíprocos: até uma certa quantidade você realmente está livre de punições. É aí que entra a parte de “evite o uso excessivo de links recíprocos”: investir todos seus esforços para conseguir links exclusivamente através da troca de links não será muito saudável. Não é natural que todos (ou a maior parte de) seus links sejam recíprocos.

Hoje em dia eu não vejo mais tantos sites envolvidos em alianças ou coisas do gênero, talvez realmente isso tenha perdido o seu valor. Alguns anos atrás isso era muito frequente.

A princípio, links recíprocos deveriam acontecer dentro do processo natural de descobertas na Internet, e não por pedidos e trocas objetivando ganhar um novo link. Um ponto muito interessante de se refletir quando é hora de decidir entre fazer ou não a troca de links é: Se não houvesse search engines e eu não precisasse de links para as search engines eu faria a troca de links?

Você deve se perguntar se o site para o qual você vai linkar realmente vai ajudar os seus visitantes, se você mesmo visitaria, e por consequência, recomendaria o site. Isso é um link: uma recomendação que você faz ao seu visitante.

Não é que os links recíprocos estejam liberados ou que sejam definitivamente proibidos. Mas se for fazer, tente focar a qualidade e a importância, para o visitante, de visitar tal site.

Abraços e até a próxima!


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Frank Marcel

Coordenador de SEO pela Mestre SEO e estudante do curso de Ciência da Computação da Universidade Federal de Itajubá. Trabalha com otimização de sites desde 2007.

14 Respostas à este post

  1. anselmo disse,

    Acho que não entendi seu post. Linkar com outros blogs tem limites ?? Ma a interatividade, onde fica ? Já que à todo momento surge ou se descobre blogs interessantes e daí em consequência muitas vezes acontece uma afinidade maior entre um blog e outro, o que resulta em um link novo. Vou tentar me explicar :
    Gosto muito do site Mestre SEO. Ele é muito útil para mim e ao mesmo tempo tem um conteúdo que me interessa. Posso colocá-lo nos “meus favoritos” para não esquecer de visitá-lo , ou não esquecer seu endereço. Mas o detalhe é o seguinte: a minha seção de “meus favoritos” está cheia, e acredito de que da maioria dos internautas também, pois à todo momento aparece um site novo que vale à pena ser guardado nos favoritos ou que no momento não é possível conferir seu conteúdo. Daí a importância de colocar os sites que a gente gosta nessa seção. Seguindo esse raciocínio não vejo o porquê da limitação dos links .
    Acredito que essa conduta seja uma consequência normal. Hoje mesmo recebi de um blog que gosto muito, e que estou sempre visitando pois possui muitos tutoriais que abordam a maneira certa de blogar e tem também muitas dicas interessantes para passar aos seus visitantes, um convite de troca de banners. Como não vou fazer uma parceria com um blog desses que tem conteúdo e que está sempre, através de seus tutoriais e dicas, me auxiliando nessa jornada de blogar ?
    Continuarei sim, sempre que for possível, fazendo parcerias e linkando os sites e blogs que gosto. Do contrário qual seria a graça de se ter a oportunidade de interagir com vários blogs, ou pessoas, só por causa que “seu” Google ou outros motores de busca não aceitam essa conduta ? Eles que vão para ….

    A liberdade de espressão e conteúdo dos blogs deve estar sempre à frente de “norminhas” de qualquer um motorzinho de busca qualquer.

    Viva a troca de banners !!! Vamos com quem quer linkar com a gente !!!

    Abraços !!!!

  2. Olá Anselmo!

    Entendi o seu ponto. Realmente interessante. Eu concordo em parte. A questão é que para quem vive de visitas vindas do Google ou de qualquer outro motorzinho de busca, chega a ser interessante conhecer algumas normas e não abusar de suas falhas ou aberturas/liberdades. Para quem não quer nem saber de Google/Yahoo/etc/etc, pode fazer o site ou blog ao próprio gosto, já que não dependerá de forma nenhuma de motores de busca.

    Eu concordo com você que linkar coisas interessantes é um processo natural da Internet. Veja bem: “…linkar coisas interessantes…”. Links recíprocos são usados para promoção de sites. Em alguns casos, essa é a única forma de promoção de um site, ou seja, ninguém achou o site interessante, ninguém espontaneamente fez um link para o site. TODOS os seus incoming links são oriundos de trocas de links.

    Quer dizer, “é impossível” você mapear todo mundo que linka para você e muito improvável que você vá fazer um linkback para cada link que recebe. Não é proibido trocar links. Como você disse, e eu também, isso é um processo natural. A questão é que se para cada link que você recebe, você tem um correspondente linkback, parece que a promoção do site está sendo forçada e, portanto, não está sendo natural.

    Fazer parcerias com suas afinidades é saudável, tanto quanto linkar para suas afinidades sem que elas tenham a reponsabilidade/obrigação de fazer um linkback. Mas fazer parcerias visando melhorar o seu ranking é um problema. Melhorar o conteúdo para melhorar o ranking é a solução.

    SEO - Search Engine Optimization - visa agradar gregos e troianos - buscadores e pessoas. Se você não depende, nem precisa, nem se interessa por ter um bom posicionamento em ferramentas de busca, não há que se ter preocupação com reciprocal links, mas se você objetiva isso, é bom ficar atento aos caprichos dos buscadores.

    Entendeu? Linkar é saudável. Somente linkar para alguém se este alguém fizer um link em troca para você é duvidoso.
    Se você for linkar sites de qualidade, que ajudem o visitante do seu site, complementem o conhecimento deles, está tudo certo.
    Sair “atirando para todos os lados” em busca de todo e qualquer link par você em troca de um link seu é suspeito. Onde entra a parte de “linkar algo interessante”?

    Ignorar as search engines, como eu também citei no post, é muito válido se você refletir: se não houvesse search engine eu indicaria esse site para as pessoas?
    Se a resposta é sim, então realmente o site vale a pena. Se você ganhar um link em troca, ótimo, senão tudo bem.
    Se a resposta é não, a troca de links se dá exclusivamente para sua promoção e não pensando em oferecer algo útil além do seu domínio a um visitante. Isso não é muito interessante. O visitante pode começar a ignorar os links que você aponta. E também os buscadores seguem essa linha. Se você constrói o seu portfolio de links exclusivamente para search engines te rankearem por que você tem mais outro link, elas não vão fazer isso.
    É necessário divulgar informação na Internet, e informação de qualidade. E não linkar para qualquer coisa a troco de ganhar mais um link.

    Este é o ponto principal a se tomar cuidado com links recíprocos.

    Será que eu esclareci ou compliquei mais?

    Abraços! Comente mais vezes e obrigado pela visita e comentário!

    ps.: Isso é praticamente um novo post. Mas a questão de links recíprocos é bem controversa mesmo. Exponha mais (e mais vezes) a sua opinião. =)

  3. Acho que foi claro que a gente deve buscar em primeiro lugar links unicos (one way) de sites relacionados a nosso tema. Em seguida o esforço de ser no recíprocos com muito cuidado na qualidade dessas.

    Mas tem gente que diz que o tradicional OFF page SEO não tem mais o mesmo valor e com o perfecionismo do Google em busca pela qualidade até posso concordar.

    Daqui a pouco os site que não ofereçem conteudo de qualidade vão desaperecer ou vão figurar no index complementario, não levando mais em consideração os links que eles recebem.

    Portanto ver SEO como systema com vários partes e respeite todas, buscando de ofereçer a melhor qualidade posivel para o seu Visitante, que é nada menos do que o cliente do Google e o seu tambem.

    Há boa software disponivel hoje em dia que ajuda com SEO, mas tudo em inglés.

    G.

  4. Confesso que nunca trabalhei com softwares que automatizam o SEO e não acredito muito na qualidade do SEO que tais softwares podem oferecer. Mas insisto: nunca trabalhei com softwares de SEO.

    No mais, concordo com todos os pontos que você citou.

    Abraços.

  5. anselmo disse,

    Olá Frank Marcel !

    Compreendí sua explanação à respeito ao comentário que fiz à respeito da postagem sobre os links recípocros. Foi muito elucidativa e proveitosa. Parabéns pela presteza na resposta e pelos escarecimentos que foram muito úties à mim.
    Abraços !

  6. Opa! Legal Anselmo! Qualquer outra dúvida não deixe de comentar!
    Abraços!

  7. Julio disse,

    Ouvi falar que links recíprocos não são levados em consideração no cálculo do page rank. Esta informação procede?

  8. E ai Julio! É como eu disse no post, se você tiver sua rede de links baseada em links recíprocos, isso pode nao ser considerado e até mesmo resultar em uma punicao no seu site. Se forem “links recíprocos naturais”, conta no PageRank sim.

  9. Oi Frank

    demorei para voltar,

    De fato o software que eu mencionei, o SEO Elite, não automatize o SEO, ele analize a situação por inteiro de uma niche em respeito a sua concorrência e consuege te diz o que tem que fazer para ter um site melhor, em respeito ao On e Off-page SEO.

    So sabendo esses detalhes vc consuege vencer a sua concorrência. Dá para fazer tudo isto manualmente sim, mas tem que saber como fazer e demora muito para ter o mesmo resultado.

    Para quem quer vender online o tempo para conseguir uma boa posição no Google, MSN ou Yahoo e vale a pena o preço do software.

    Abraço

    Guido

  10. Eu acho que a chave do cofre nesta questão é: quanto é excessivo?

    100, 400, 2000?

    Quem arrancar isso do Matt Cutts ganha uma caixa de chocolates com o logotipo do Google!

  11. Olá Marcel,

    Me diz uma coisa, eu trabalho com web-design e temos em média 100 sites que criamos apontando para nosso site (no rodapé)

    O que você aconselha a fazer neste caso? já que ‘nofollow’ está em baixa?

    Obrigado e parabéns pelo post!

  12. @Guido: Valeu pela sugestão! =)

    @Rafael: justamente. Acho mais coerente falar em porcentagem do que em valor absoluto. Assim dá para tratar de sites grandes e pequenos. Mas o Google acredita mesmo no bom senso das pessoas e que ninguém vai abusar…

    @Sérgio: recomendo continuar com o nofollow. O Google não disse “vamos punir sites mesmo se os links tiverem nofollow”. Apenas informou que mudou a passagem de PageRank. O resto, a princípio, está valendo.

  13. Jean Carlo disse,

    Eu tenho alguns links que são fruto de troca, porém de um bom tempo pra cá não fico procurando parceiros à torto e à direita. Eu procuro oferecer ao leitor do meu blog, links com bom conteúdo e que tem a ver com o assunto abordado no meu blog. Já linkei muita gente que não me linkou e vice - versa. Acho que é assim que funciona.

    abraços

  14. E aí Jean! Esse é o uso idealizado de links mesmo. De modo natural é assim que ele deve ser.

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